| Radiações não Ionizantes e Interferências Eletromagnéticas |
|
|
|
| Escrito por Administrator | |||
|
Radiações não Ionizantes e Interferências Eletromagnéticas Dra. Regina Bitelli Medeiros Palestra apresentada no: 3º Encontro de Engenheiros de Hospitais UNIFESP 26 e 27 de Outubro de 2001
As radiações são classificadas em não ionizantes e ionizantes dentro de uma extensa faixa de frequências denominada " Espectro Eletromagnético". Entre as radiações eletromagnéticas temos a a luz, os raios X e ondas de rádio que possuem propriedades muito diferentes , porém , são resultados de vibrações de campos elétricos e magnéticos que se propagam no espaço com a velocidade da luz. As frequências destas radiações assumem valores que cobrem vinte ordens de grandeza, mostrando a varidade de
img_09 A exposição a radiação eletromagnética é dependente da distância do ponto de emissão e das características de comprimento da onda. Para as radiações eletromagnéticas não ionizantes podemos definir o campo de ação destas radiações em "campo próximo" e "campo distante" pela relação entre /2 e a distância da fonte geradora, conforme mostra a figura 4. Em campo distante a relação entre os campos é dada pela impedância do meio (no vácuo ou ar é de 377 ohms) img_10 Estação AM (1 MHz) l= 300 m campo próximo = 48 m Dependendo da relação entre a intensidade dos campos elétricos e magnéticos em campo próximo haverá uma No caso de tensão elevada e baixa corrente (linhas de transmissão de energia ~ 500 kV) campo elétrico > campo magnético. No caso de tensão baixa e corrente alta (instalações industriais ~ 440 V) campo magnético > campo elétrico. Varia com o inverso do quadrado da distância e pode ser calculada pela expressão: A Comissão Internacional de Proteção às Radiações Não Ionizantes (ICNIRP) estabelece restrições básicas para img_11
O meio biológico exposto a radiação poderá sofrer alterações que dependerá da intensidade e da absorção da Estes campos podem interferir com a membrana das células e tecidos mais profundos. Correntes elétricas induzidas internamente são perigosas a partir de 0,1 A/m2 ou 100 mA/m2. A taxa de Absorção Específica (SAR: Specific Absorption Rate) medida em W/kg. representa a absorção no A figura 6 mostra a Taxa de Absorção para exposição controlada e não controlada para uma dada intensidade de Para campos elétricos e magnéticos de baixa frequência (até 100 KHz) podemos ter correntes elétricas induzidas: quantificação dos efeitos medida em densidade de corrente (A/m2) Para campos eletromagnéticos de freqüências entre 100 kHz e 300 GHz podemos ter absorção de energia com aumento de temperatura. O limiar fisiológico para elevação da temperatura é de 4 W/kg. A exemplo de outros valores de referência, os Exposição ocupacional: 0,4 W/kg Exemplo 1: antena FM (100kW) a 140 m de altura expõe uma pessoa a 20 m de distância a uma densidade de Exemplo 2: antena transmissora/receptora de uma Estação Radio Base (300 W) a 30 m de altura expõe uma pessoa a 20 m de distância, a uma densidade de potência ~ 0,018 W/m2 Limite para freqüência do celular ( 870 MHz): 4,35 W/m2 Como pode ser verificado no exemplo 2 , devido a baixa potência, valores da ordem do limite somente são atingidos a distâncias de ~2 m da antena. Uma distância de 4m é considerada segura mesmo em instalações de rádio base de maior potência Os equipamentos podem estar sujeitos a interferências eletromagnéticas por susceptibilidade ou transmissão. O controle de emissões induzidas pela rede pode ser feita pela inserção de filtros de linha internos ao O controle de emissões irradiadas pode ser feita por meio de blindagens metálicas. As normas para equipamentos médicos (IEC-60601-1-2) estabelece que estes equipamentos devem ser imunes a Um telefone celular que esteja operando com uma potência de 600 mW estará produzindo a 1 m de distância um img_13 Equipamentos mais modernos como os marcapassos são imunes a campos elevados de até 200 V/m. Deve-se lembrar que equipamentos em conformidade com as normas ainda podem ser geradores de interferências e que há possibilidade em ambiente hospitalar da existência de equipamentos mais antigos que não foram projetados de acordo com as normas de compatibilidade eletromédica e por isso são mais suscetíveis a interferências. Nos dias de hoje é reconhecida a necessidade de se estabelecer programas de gerenciamento do uso dos telefones celulares no ambiente hospitalar.Muitas pesquisas têm sido efetuadas nos últimos anos com relação a eventuais danos que as radiações eletromagnéticas podem ocasionar à saúde humana. As pesquisas basicamente estão concentradas nas seguintes áreas: Pesquisas de Laboratório exposição de células "in vitro" e de pequenos animais e voluntários a campos elétricos e magnéticos durante um período diário e análise dos eventuais efeitos sobre o organismo. Estudos Epidemiológicos - Os estudos se focalizam em dois grupos distintos: os trabalhadores na área de eletricidade e as populações expostas, particularmente crianças residindo próximo a linhas de transmissão e Na grande maioria das pesquisas realizadas até o momento, nenhuma forte correlação entre a exposição aos campos de baixa freqüência e o risco à saúde foi encontrada. Todavia, alguns estudos isolados sugerem que os Referências: ANATEL, 1999. " Diretrizes para limitação da exposição a campos elétricos, magnéticos e eletromagnéticos variáveis no tempo". Brasília-DF. BARANAUSKAS, V. 2001. O celular e seus riscos. Ed. do autor. Campinas-SP. BÁRTHOLO, A. M. 2000. " Experiência de medições de campos eletromagnéticos em baixas e altas freqüências". In: I Seminário Exposição Ambiental e Ocupacional a Campos Eletromagnéticos". Abricem e Fundacentro. (Agosto- Setembro). São Paulo-SP.CABRAL, S.C.B; MUHLEN, S.S. 2000. "Interferência Eletromagnética em equipamentos eletromédicos ocasionada por telefone celular. In: Congresso Brasileiro de Engenharia Biomédica. Florianópolis-SC. CORREIA, L.M. 2001. http://www.sppcr.online.pt/final2.htm " Exposição a radiação de antenas colocadas nos topos dos edifícios". In: I Seminário Exposição Ambiental e Ocupacional a Campos Eletromagnéticos". Abricem In: Congresso Brasileiro de Engenharia Biomédica. Florianópolis-SC. WHO, 2001. http://www.who.int/peh-emf " International EMF Project "
|