| Exposição em mulheres gestantes |
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No controle das doses ocupacionais em quais situações podem ocorrer a exposição às radiações ionizantes na mulher gestante?
A mulher normalmente pode se expor das seguintes maneiras: · Exposição ocupacional: quando ela trabalha em ambientes que utilizam a radiação ionizante em suas atividades. Estas exposições devem ser controladas e conhecidas, conforme estabelece as normas específicas de proteção radiológica. · Exposição médica: quando é justificável que a gestante seja submetida à exames e/ou tratamentos radiológicos, desde que, proporcione benefícios para a saúde da paciente e o mínimo de dose para o feto. Quais são as diretrizes de proteção radiológica para as mulheres que se expõem ocupacionalmente? A Comissão Nacional de Energia Nuclear através da Norma CNEN N.E. 3.01 estabelece que, qualquer mulher com capacidade reprodutiva não deve receber no abdômen uma dose maior que 10mSv em qualquer período de 3 meses consecutivos; gestantes não devem trabalhar em áreas restritas controladas, onde há risco da dose de radiação ultrapassar 1,2mSv por mês. A funcionária deve trabalhar somente em áreas restritas supervisionadas onde os níveis de radiação devem ser inferiores a este valor. Além disto, a dose acumulada no feto durante o período de gestação não deve exceder 1mSv. A Secretaria de Vigilância Sanitária e Ministério da Saúde através da Portaria no 453 de 01 de junho de 1998 estabelece condições adicionais, nas quais a funcionária deve notificar a gravidez, tão logo tenha conhecimento, ao responsável pela proteção radiológica do estabelecimento. As condições de trabalho devem garantir que a dose na superfície do abdômen não exceda 2mSv durante todo o período da gravidez, tornando pouco provável que a dose adicional no embrião ou feto exceda de 1mSv neste período. Quais os riscos de exposição às radiações ionizantes durante a gravidez? Quando a mulher for submetida a exames radiológicos ou tratamentos radioterápicos deve-se considerar que, o risco dependerá do estágio em que se encontra a gravidez e da dose recebida pelo feto. O período de maior risco de aborto ocorre entre 5 e 6 dias após a fertilização, risco este proporcional a dose. A probabilidade de ocorrer malignidade na infância (ex.: câncer e leucemia) também é proporcional a dose, e depende do período da gestação. Quando é inevitável a irradiação do feto? A irradiação na gravidez deve ser evitada, entretanto, há circunstâncias em que ocorre risco de vida da paciente, e a radioterapia é o tratamento disponível que proporciona a diminuição do risco para a paciente e o feto. Para realização do tratamento é necessário estimar os riscos através de planejamento de modo a minimizar a dose recebida pelo feto, proveniente do espalhamento interno, que dependerá da região tratada, do volume a ser atingido, da dose efetiva necessária, do controle da qualidade do equipamento, da energia utilizada no tratamento e etc... Ocorrem situações em que a mulher é submetida a exames radiológicos para fins de diagnóstico, e desconhece a gravidez ainda em fase inicial. Neste período da gestação, quando a dose recebida não provocar o aborto, haverá grande chance de recuperação do embrião a eventuais danos provocados , e minimização dos riscos. Que doses um paciente pode receber durante um exame radiológico e/ou tratamento radioterápico? No radiodiagnóstico estas doses variam com o tipo de exame, e devem ser otimizados, afim de que estas doses não sejam superiores aos "níveis de referência" estabelecidos na Portaria no 453 da Secretaria de Vigilância Sanitária. Os valores de dose na entrada da superfície da pele na região em estudo são da ordem de décimos de mGy, como por exemplo, exames de tórax, podendo atingir dezenas de mGy, como na tomografia computadorizada de crânio. As doses de radioterapia podem atingir valores superiores a 50 Gy na região de interesse (tumor). As doses recebidas pelo feto durante os procedimentos radiológicos e radioterápicos são principalmente provenientes de espalhamento interno, sendo assim, o feto é atingido por doses relativamente baixas.
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